Nova Iguaçu realiza 1ª Conferência Livre de Crianças e Adolescentes

Ouvir as crianças e adolescentes sobre seus anseios, vontades, sonhos, preferências, medos e o que pensam sobre o futuro. Esses foram alguns dos objetivos da 1ª Conferência Livre de Crianças e Adolescentes de Nova Iguaçu, realizada nesta sexta-feira, no auditório do Centro de Direitos Humanos, na Diocese da cidade. O evento é uma etapa da 11ª Conferência Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes, convocada pelo prefeito Rogerio Lisboa, que acontece no dia 10 de novembro, na Secretaria de Educação, de 8h às 17h.

“Saber destas crianças e adolescentes o que elas pensam é fundamental. Além de apresentação musical, teatral, escolhemos 14 delegados para a 11ª Conferência, ou seja, quatro crianças e dez adolescentes. Os prefeitos infanto-juvenil também foram eleitos. Quarenta crianças da primeira infância, 40 da segunda infância e 80 adolescentes participaram divididos em grupos de trabalho pelas temáticas da conferência”, afirmou Flávio Médici, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente e subsecretário dos Conselhos Municipais.

Para o bispo diocesano Dom Luciano Bergamin, que participou da conferência, assim como o vice-prefeito Carlos Ferreira, a secretária de Assistência Social, Elaine Medeiros, a subsecretária de Educação, Renata Santana, entre outros, a infância das crianças deve ser preservada.

“Essa Conferência tem valor, pois precisamos escutar as crianças e adolescentes. Elas estão sonhando e abrindo os olhos para o mundo. Temos que entendê-los. A infância deles não pode ser retirada, mas sim garantida”, lembrou.

Estudante da Escola Municipal Menino de Deus, no bairro da Prata, Sabrina Nascimento Gomes, de 15 anos, participou de um dos grupos para debater sobre o bullying nas unidades de ensino. O problema se caracteriza através da violência física e /ou psicológica, de forma intencional e continuada de um indivíduo ou grupo contra outras pessoas sem motivo claro.

“Não gosto sequer de falar desta palavra, pois me entristece muito. Mas tivemos que debater sobre o tema. O que aprendi na conferência vou usar em minha escola, onde seria uma espécie de defensora dos direitos dos alunos. Vou fiscalizar mesmo. Bullying é coisa séria, é grave”,