Festa caipira anima crianças internadas no HGNI

Brincadeiras, músicas e comidas típicas, além de muita diversão. Assim foi a tarde das 26 crianças internadas na enfermaria pediátrica do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), que participaram, nesta terça-feira (09), da festa caipira organizada pela Classe Hospitalar. Além do acolhimento humanizado, a atividade teve como objetivo trazer alegria para os pacientes e acompanhantes, deixando de lado por um momento a rotina e preocupação de uma internação.

A sala de aula da Classe Hospitalar se transformou em um autêntico “arraiá”, comandado pelas professoras Mônica Santos e Rosemary Mello, que são responsáveis por dar continuidade no conteúdo didático das escolas para as crianças internadas. Juntas, realizaram brincadeiras, como pescaria e jogo da argola. Também envolveram pais e acompanhantes na tradicional corrida do saco. Todas as atividades foram realizadas com orientação médica.  “Estamos trazendo um ambiente externo para a criança, já que em determinado momento a sua escola também teve festa. Isso melhora a autoestima, a convivência e a saúde, já que por um momento a criança troca esse período de angústia por estar internada pela diversão”, ressalta Mônica.

Peterson Gabriel, de três anos, contou com a ajuda da mãe, a dona de casa Débora Oliveira, de 28, para participar das brincadeiras. Os 12 dias de internação do menino no HGNI ficaram em segundo plano, enquanto a família se divertia junta. “Mudou a rotina das crianças e dos pais, que saíram das enfermarias e se divertiram com as atividades criadas pelas professoras para comemorar a festa caipira. A festa foi ótima”, reforça Débora.

Além da diversão, o verdadeiro significado da festa caipira, que também é chamada de festa da colheita, foi trabalhado pela Classe Hospitalar. “Houve um projeto pedagógico, onde trabalhamos as tradições e culturas caipiras, explicando o porquê da festa junina ser conhecida como festa da colheita e trabalhamos os valores deste evento. Criamos trajes, falamos dos alimentos típicos, que são plantados e colhidos e aproveitamentos para explorar muito dessa cultura com as crianças”, explica a professora Rosemary.

O pedreiro Alexandre Fonseca, de 46 anos, que acompanha o filho Gabriel, de 9 anos, internado há 16 dias, aprovou a festa. “É uma atividade que nunca vi em hospital nenhum e renova os ânimos. Meu filho está alegre, sorrindo e brincando”. Alexandre aproveitou para valorizar o trabalho realizado pela Classe Hospitalar. “Ao mesmo tempo que o hospital cuida da saúde do meu filho, também cuida dos estudos”, completa.

A Classe Hospitalar é um projeto integrado entre as secretarias de Saúde e Educação de Nova Iguaçu. O objetivo é manter o ensino para as crianças internadas, de maneira que não percam a matéria escolar. Por mês, mais de 30 estudantes da Educação Infantil ao Ensino Fundamental são atendidos e um relatório com o desenvolvimento pedagógico enviado para a escola de cada um.