Levantamento Rápido de índices por Aedes aegypti (LIRAa) tem início

Método em saúde pública que visa buscar, por meio de diagnóstico, dados rápidos para implementar estratégias de promoção e controle do mosquito Aedes, que transmite a Dengue, Chikungunya e o Zika, o Levantamento Rápido de índices por Aedes aegypti (LIRAa) começou a ser feito nesta segunda-feira (4), em diversos bairros de Nova Iguaçu, pela Superintendência de Vigilância Ambiental em Saúde (SUVAM). Com novos kits com equipamentos e materiais necessários para a realização de trabalho de controle do mosquito, agentes de combate a endemias percorreram diversas ruas e residências para tentar identificar as áreas com maior número de focos de reprodução do Aedes para obter o índice de Infestação Predial (% de imóveis que possuem criadouro com larva do vetor) e os tipos de recipientes que caracterizam os criadores. A ação conta com cerca de 400 agentes de endemias e deve durar pouco mais de uma semana.

A ação é desenvolvida neste período do ano em virtude do aumento das temperaturas e do período chuvosos, contribuindo diretamente na facilitação das condições de proliferação do mosquito transmissor.

“Pretendemos visitar aproximadamente 23.157 mil imóveis em todo o município em pouco mais de uma semana. Depois que recolher os focos, vamos encaminhar tudo para análise no laboratório e saindo o índice, em 20 dias, vamos intensificar o combate nas áreas de maior infestação”, explicou o superintendente de Vigilância Ambiental de Nova Iguaçu, Carlos Augusto Rodrigues.

Uma das localidades com um dos maiores índices de infestação no município é  o bairro Ambaí. “O grande problema desta região é que muitos moradores armazenam muita água em barris e baldes, mas não tampam e isso acaba aumentando o índice de infestação. A cada dois meses fazemos o LIRAa, onde entramos de cinco em cinco casas para colher o foco. Hoje, só no bairro Ambaí, percorremos cerca de 200 residências. Nesta terça vamos percorrer mais 150 imóveis”, afirmou o supervisor geral da SUVAM da Unidade Regional de Governo (Urg) Miguel Couto, Alexandre Rangel Vox.

Morador da Avenida Henrique Duque Estrada Mayer, no Ambaí, o segurança patrimonial Daniel Pontes da Silva, de 58 anos, foi um dos que abriu as portas de sua casa para os agentes de endemias. “Esse trabalho é tão importante que pode salvar vidas, pois dengue é coisa séria, pode matar. Esse mutirão para colher o LIRAa vai definir os locais que mais correm risco. Fui orientado corretamente em como armazenar água. O bom é que vou poder ensinar o vizinho a também fazer o certo”, comentou.

De acordo com o último Lira divulgado no fim de outubro do ano passado, Nova Iguaçu está no risco médio que é de 2.87%. O alto risco é considerado a partir de 4.0%. O limite preconizado pelas autoridades em saúde é de 1% de infestação. Os corredores da Estrada do Iguaçu, Luiz de Lemos e Estrada do Ambaí são as regiões que mais preocupam.