Famílias deixam margens do Botas e se mudam para Residencial Santo Antônio

 

Depois de mais de uma década convivendo com enchentes, a família Barboza começou na manhã desta sexta-feira (11), a deixar para trás a triste rotina de perda de móveis e de pertences pessoais por causa das cheias do rio Botas. Fábio, a esposa Lidiane e o casal de filhos Paulo Ricardo e Ana Clara mudaram da velha casa às margens do rio, na Rua do Riacho, no bairro Ouro Verde, para o Residencial Santo Antônio, na Cerâmica. Eles fazem parte das quase 300 famílias integrantes da segunda etapa do projeto da Prefeitura de Nova Iguaçu, de oferecer aos ribeirinhos do Botas – e também aos que vivem às margens de rios nos bairros Rancho Novo e Bandeirantes – novas moradias, longe dos riscos de enchentes.

“Nós moramos aqui por necessidade. Sair do Botas sempre foi um sonho nosso e esta mudança para o Santo Antônio está sendo uma bênção para nós”, comemora o mecânico Fábio Barboza, 37 anos. Já a esposa e dona de casa Lidiane, 35, comemora também o fato de os filhos Paulo Ricardo e Ana Clara terem mais espaço e segurança para brincar. “Aqui eles ficam dentro de casa, pois é perigoso ficar na rua com os carros passando. Lá eles vão estar mais seguros e eu mais tranquila”, disse a mãe. “Lá vai ter campinho e parquinho”, completa Paulo Ricardo.

 

A família Barboza recebeu as chaves do novo apartamento das mãos da secretária municipal de Infraestrutura Cleide Moreira. Ela explica que a mudança das famílias que vivem às margens do Botas faz parte do projeto de recuperação do rio, que terá sua calha alargada de sete para 14 metros e a profundidade duplicada, de um metro e meio para três.

“Nosso objetivo é evitar o transbordamento do rio. Esta obra vai beneficiar não somente quem mora no entorno do Botas, mas cerca de 100 mil pessoas em 10 bairros de Nova Iguaçu”, afirma a secretária.

Neste primeiro dia, cinco famílias se mudaram para o Residencial Santo Antônio. Além destas, outras 60 que receberam as chaves dos apartamentos no início da semana, na Vila Olímpica, já começaram a fazer a mudança. A expectativa é que até 31 de janeiro todas as 288 famílias já estejam morando nos apartamentos no bairro Cerâmica.

As casas desocupadas às margens do Botas estão sendo demolidas para permitir as obras de alargamento do leito do rio.