Defesa Civil volta ao local de rompimento de tubulação para dar apoio a moradores

Agentes da Defesa Civil de Nova Iguaçu voltaram nesta quinta-feira (27) ao bairro Valverde, onde 14 casas foram afetadas pelo rompimento de uma tubulação da Cedae que alagou três ruas. Eles vistoriaram os imóveis atingidos e ouviram reivindicações dos moradores, especialmente sobre a necessidade da Cedae ressarcir os prejuízos causados. A Defesa Civil já notificou a companhia, para que a mesma asfalte o trecho do vazamento, na Travessa Mineira. A empresa teria se comprometido a fazer o reparo nos próximos dias. A inundação, ocorrida na madrugada de quarta-feira (26), também afetou as ruas Desembargador Ferreira Pinto e Desembargador Ataíde Parreira. Ninguém ficou ferido.
Diabético, cardíaco e hipertenso, o motorista de caminhão Elson Evandro Soares do Vale, de 60 anos, foi um dos mais prejudicados. Ele contou que perdeu quase todos os móveis da casa, além de roupas e alimentos. “Perdi até a barraquinha de pipoca que uso para trabalhar próximo de casa. Dia 1º de janeiro é meu aniversário, mas não tenho nada para comemorar, pois o presente que ganhei foi esse rompimento de tubulação. Minha esposa nem pode dormir em casa. Vou perder minha insulina, pois a água que invadiu a residência danificou minha geladeira, além de móveis e eletrodomésticos”, afirmou Elson, que mora em frente ao local do rompimento da tubulação.
Chefe de equipe operacional da Defesa Civil, Carlos Ferreira disse que a Cedae orientou os moradores que foram prejudicados a fazer três orçamentos diferentes do que foi perdido na inundação, ir até a sede da empresa e entrar com o pedido de ressarcimento. “Além de oferecer ajuda, estamos ouvindo as queixas dos moradores. Fizemos um boletim de ocorrência acionando a Cedae para seja feito o reparo do asfalto no trecho do rompimento. Se o serviço não for feito, iremos fazer para ajudar os moradores”, disse ele.
O rompimento da tubulação também causou prejuízo na casa de Natália da Silva, de 19 anos, que perdeu roupas, móveis, notebook, videogame, televisão, colchões, entre outros.
“Só a Prefeitura que nos deu assistência. Fomos abandonados pela Cedae. Parte do muro do quintal da casa caiu. Minha avó de 75 anos, que está acamada, teve que ser levada para casa de parentes. Foi desesperador ver a água entrando em casa”, lembrou a jovem. A Defesa Civil está cobrando da Cedae a reconstrução do muro da casa.
Já o comerciante Paulo César Campos Pereira, 63, conta que teve um prejuízo estimado em R$ 15 mil e está indignado com a burocracia para ter o ressarcimento de seus bens. “Perdi um freezer, uma geladeira e um balcão frigorífico, equipamentos importantes para o funcionamento do meu estabelecimento. A Cedae não me ajudou nem com o rodo e a vassoura para retirar a água acumulada. Passei a madrugada acordado para salvar minha mercadoria. Assistência eu tive apenas da Prefeitura. E o mais absurdo é fazer três orçamentos das perdas e ir até a Cedae para comprovar o que foi perdido”, protestou ele.
No dia do incidente, 40 agentes da Defesa Civil, das secretarias de Assistência Social e de Infraestrutura, e Superintendência de Vigilância Ambiental em Saúde (Suvan) prestaram assistência aos moradores. Eles foram cadastrados para receberem cestas básicas e kits de limpeza. As equipes trabalharam durante todo o dia, na drenagem da água acumulada no quintal das residências.