Vigilância Ambiental combate Aedes aegypti

Mais um verão se aproxima e traz consigo uma combinação preocupante: chuva e água parada. Estes são dois dos fatores que fazem ligar o sinal de alerta para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chicungunya e do zika vírus. E para evitar uma epidemia destas três doenças em Nova Iguaçu, a Superintendência de Vigilância Ambiental em Saúde (SUVAM), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), está intensificando o combate ao mosquito.

Nesta quarta-feira (5), equipes do Setor Perifocal da SUVAM estiveram em diferentes pontos da cidade fazendo um trabalho de borrifamento de inseticida e também orientando a população sobre como evitar a multiplicação do Aedes aegypti. Os locais visitados são escolhidos de acordo com o Lira (Levantamento de índice rápido), que determina onde há maior possibilidade do surgimento de mais casos das três doenças.

“Estamos fazendo o combate ao mosquito em três importantes corredores da cidade: Estrada do Ambaí, Estrada Luiz de Lemos e Estrada do Iguaçu. Juntas, elas cortam mais de 20 bairros por onde passa ou vive uma boa parcela da população”, explica Araquém Fiuza, coordenador de Fatores de Riscos Biológicos da SUVAM.

A ação de combate aos criadouros do mosquito acontece não somente no período mais quente, mas ao longo de todo o ano. “Os locais por onde circulamos recebem visitação do Setor Perifocal a cada 15 dias. Desta forma, é possível manter os pontos estratégicos mais bem protegidos”, explica Marcos Euclydes, chefe de UBV – Controle Químico Perifocal.

Um dos locais visitados na manhã desta quarta-feira foi o ferro velho do senhor Gilmar Ferreira, na Rua Eufrazina, bairro Jardim da Viga. Ele garante que a população que vive nas proximidades do local não tem o que temer. “Meu ferro velho nunca foi uma ameaça, pois ele é tratado regularmente há dez anos. Estou de portas abertas e espero que este trabalho continue sendo realizado da mesma forma”, afirma Gilmar, de 59 anos.

A melhor forma de combater o Aedes aegypti é a prevenção. Sendo assim, ações simples e que levam poucos minutos podem evitar a proliferação do mosquito. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde investiu na capacitação de seus agentes comunitários de saúde.

“Capacitamos cerca de 200 pessoas com palestras sobre o mosquito transmissor da dengue e sobre como evitar criadouros. Nossos agentes são multiplicadores e estão transmitindo à população dicas simples que podem fazer a diferença, especialmente neste período mais quente que é quando costuma aumentar o número de casos de doenças como esta”, diz o secretário de Saúde, Manoel Barreto.